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Introdução

JoseSocrates.com é o endereço do Primeiro-ministro na Internet. JoséSócrates.com é o endereço escolhido para divulgar uma mensagem que considero crucial para o desenvolvimento da Internet em Portugal. (Atente-se nas diferenças: os acentos) Esta escolha de endereço não é inocente; procura demonstrar o desconhecimento, quase em absoluto, da importância dos endereços ou domínios na dinamização da Internet em qualquer país.

Portugal, em domínios per capita, esta no fundo da tabela de entre todos os paises europeus, só conseguindo ultrapassar a Lituânia.

De facto, um negócio que vale dois mil milhões de dólares nos EUA, está em Portugal próximo do zero absoluto. É um negócio que se está agora a abrir ao mundo, ao permitir usar os caracteres próprios de cada língua para construir os endereços; exemplo: JoséSócrates.com. E somos “só” 200 milhões a falar Português. É só a sexta língua mais falada do mundo.

São simples de enumerar os factores que jogaram para termos chegado a este ponto. Não se tratam de factores endémicos, difíceis de combater, como formação ou acesso à banda larga - onde até estamos bem posicionados nos rankings - trata-se, tão simplesmente de factores administrativos e legislativos e da sua (deficiente) implementação.

Tudo se resume no acesso aos domínios principais de Portugal: os domínios .pt. As regras para o conseguir são espartanas e mesmo assim, há quem lhes consiga dar a volta. A conjugação destes factores faz com que os domínios percam completamente o valor comercial que poderiam e deveriam ter. Que valor terá um bem adquirido à revelia das regras, por um processo obscuro, e cujo título de propriedade nos pode por isso mesmo ser revogado a qualquer momento?

Torna-se assim muito fácil, para qualquer economista, explicar o estado desta indústria: o mercado simplesmente não existe! Ou melhor, existe um absoluto sentimento de mercado negro! E, por arrasto, gera também desinteresse nos domínios globais em Português como .com ou .net.

É preciso liberalizar e desburocratizar. Mas é preciso fazê-lo ouvindo todos os intervenientes. É preciso um debate público sobre como este processo será feito. Que fazer aos domínios conseguidos por processos obscuros? Alguns podem valer milhares de euros, quando o mercado começar a funcionar. Quem, como e quando terá direito de preferência para os novos domínios livres?

Que mais pode desejar um governo do que ter à sua disposição uma medida com custos irrisórios, de fácil e rápida implementação, e que permite um desenvolvimento explosivo de uma área de negócios completamente nova e estrategicamente importantíssima? Ainda por cima numa época de SIMPLEX!

Convencido de que se esta mensagem chegasse a quem de direito, de modo claro e conciso como o exposto acima, alguma atitude seria tomada e estando farto de ouvir muitos desabafos de todos e pouca ou nenhuma atitude (como é aliás, apanágio do Português típico), resolvi construir esta página na esperança de quem “alguém”, algum dia, se “enganasse” no endereço e, ao invés de JoseSocrates, colocar José Sócrates na barra de endereço da ferramenta de navegação.

Este sítio é de todos e apenas temporário; extinguir-se-á ao cumprir a sua missão: entregar esta mensagem.